Banco Central suspende recurso de pagamentos pelo WhatsApp no Brasil

Decisão aconteceu menos de dez dias depois do lançamento da nova função 

Por Dyessica Abadi

Agora, realizar pagamentos através do WhatsApp é uma realidade distante para os brasileiros. Menos de dez dias após o lançamento da nova função no país, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o funcionamento do serviço por tempo indeterminado.

A justificativa, segundo os órgãos, é de que seria necessário preservar o ambiente competitivo entre empresas de pagamento, garantir o funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) — além de avaliar os riscos do aplicativo, principalmente em relação à proteção de dados.

O notícia de lançamento do WhatsApp Pay agitou o mercado brasileiro no dia 15 de junho. A funcionalidade permitiria aos usuários transferir dinheiro e fazer compras em estabelecimentos por meio do aplicativo, com cartões de débito ou crédito de bancos parceiros.

Ação prejudica o ambiente de negócios, diz Fecomércio de Santa Catarina


De acordo com a Fecomércio SC, a suspensão sinaliza para uma evidente proteção de mercado, uma vez que ocorreu através de alteração imprevista das normativas que já regulavam os pagamentos eletrônicos e digitais — o que constitui intervenção arbitrária que prejudica o ambiente de negócios.

“A nova forma de pagamento online pode trazer competitividade e inovação para o ecossistema de pagamentos no país, além de beneficiar o comércio e estimular o consumo de forma direta. Outras plataformas nacionais podem adotar modelos de negócio similares, fomentando uma concorrência sadia no mercado”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

A entidade concorda com o alerta de que o atual sistema de pagamentos digitais em operação no país poderá ter problemas no médio prazo se a intermediação dos se concentrar em poucas empresas. Entretanto, antes de adotar restrições como a suspensão de serviços, os eventuais riscos desse setor devem ser tratados de maneira cooperativa pelas agências reguladoras, promovendo a inovação e criação de múltiplas plataformas, de forma a garantir que as taxas e serviços fornecidos sejam acessíveis.

Por Dyessica Abadi

Agora, realizar pagamentos através do WhatsApp é uma realidade distante para os brasileiros. Menos de dez dias após o lançamento da nova função no país, o Banco Central e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspenderam o funcionamento do serviço por tempo indeterminado.

A justificativa, segundo os órgãos, é de que seria necessário preservar o ambiente competitivo entre empresas de pagamento, garantir o funcionamento adequado do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) — além de avaliar os riscos do aplicativo, principalmente em relação à proteção de dados.

O notícia de lançamento do WhatsApp Pay agitou o mercado brasileiro no dia 15 de junho. A funcionalidade permitiria aos usuários transferir dinheiro e fazer compras em estabelecimentos por meio do aplicativo, com cartões de débito ou crédito de bancos parceiros.

Ação prejudica o ambiente de negócios, diz Fecomércio de Santa Catarina

De acordo com a Fecomércio SC, a suspensão sinaliza para uma evidente proteção de mercado, uma vez que ocorreu através de alteração imprevista das normativas que já regulavam os pagamentos eletrônicos e digitais — o que constitui intervenção arbitrária que prejudica o ambiente de negócios.

“A nova forma de pagamento online pode trazer competitividade e inovação para o ecossistema de pagamentos no país, além de beneficiar o comércio e estimular o consumo de forma direta. Outras plataformas nacionais podem adotar modelos de negócio similares, fomentando uma concorrência sadia no mercado”, afirma o presidente da Fecomércio SC, Bruno Breithaupt.

A entidade concorda com o alerta de que o atual sistema de pagamentos digitais em operação no país poderá ter problemas no médio prazo se a intermediação dos se concentrar em poucas empresas. Entretanto, antes de adotar restrições como a suspensão de serviços, os eventuais riscos desse setor devem ser tratados de maneira cooperativa pelas agências reguladoras, promovendo a inovação e criação de múltiplas plataformas, de forma a garantir que as taxas e serviços fornecidos sejam acessíveis.

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