Aulas devem retornar em outubro e inicialmente pelo ensino médio

No Rio Grande do Sul, às aulas retornaram hoje pelo ensino infantil

O Governo de Santa Catarina irá definir amanhã, 9, as diretrizes para o retorno das aulas presenciais em todo o estado. A expectativa é que a partir do dia 13 de outubro, ao menos os estudantes do ensino médio voltem às salas de aulas.

Segundo o Estado, o critério adotado é sanitário. A justificativa é que adolescentes conseguem respeitar os protocolos para o combate ao COVID-19 mais facilmente.

Rio Grande do Sul faz o contrário e as aulas retornaram hoje  

A volta às aulas no Rio Grande do Sul ocorreu nesta terça-feira, 8. Diferente de SC, o estado vizinho optou por retornar com o ensino infantil. Segundo o portal do governo gaúcho, as crianças não conseguem aprender com aulas online e isso tem feito os pais retirarem os filhos da rede privada. A preocupação é que com isso ocorra uma superlotação na rede pública. Leia o posicionamento:

"Pela natureza do ensino nesta etapa da vida da criança, não é possível adotar o ensino remoto. Isso fez com que muitos pais e responsáveis tenham deixado de pagar as escolas privadas, que correm o risco de fechar. Caso isso ocorra, essas crianças terão de ser absorvidas pela rede estadual, que não terá capacidade de se adequar à demanda".

Ensino infantil em Araranguá

Em Araranguá, no ano passado, cerca de 73% das crianças entre a pré-escola e o ensino infantil (0 a 5 anos) estudavam na rede municipal e apenas 27% na rede privada. Os dados foram retirados do Censo de Educação Básica de 2019.

Diante de um cenário em que, inicialmente apenas os estudantes do ensino médio retornem às salas de aulas, que tipo de impacto a rede municipal enfrentaria caso os alunos da rede privada migrassem para a rede pública? O Portal W3 entrevistou a secretária de Educação de Araranguá, Ariane Almeida, que fala sobre o tema.

Embora as diretrizes do Governo ainda não estejam definidas, o município já iniciou uma mobilização é o que explica Ariane. “Nós já estamos criando um comitê para criar os protocolos de retorno às aulas. Fazem parte dele diversos setores do município, como: Educação, Assistência Social e Saúde. Também haverá representantes da rede estadual e da rede privada”, salienta a diretora.

Ariane também esclarece que só a partir dos 4 anos de idade a educação básica é obrigatória e, que por enquanto, o aumento da procura por vagas na rede municipal durante a pandemia não é um problema. “Realmente tivemos bastante procura de crianças da rede privada, mas até o momento nós conseguimos matricular todas elas. Claro que não podemos garantir que uma superlotação não irá acontecer, porque não sabemos quanto tempo a pandemia irá durar. Mas garanto que todos os pais que nos procuraram tiveram seus filhos matriculados”, finaliza.

 

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O Governo de Santa Catarina irá definir amanhã, 9, as diretrizes para o retorno das aulas presenciais em todo o estado. A expectativa é que a partir do dia 13 de outubro, ao menos os estudantes do ensino médio voltem às salas de aulas.

Segundo o Estado, o critério adotado é sanitário. A justificativa é que adolescentes conseguem respeitar os protocolos para o combate ao COVID-19 mais facilmente.

Rio Grande do Sul faz o contrário e as aulas retornaram hoje  

A volta às aulas no Rio Grande do Sul ocorreu nesta terça-feira, 8. Diferente de SC, o estado vizinho optou por retornar com o ensino infantil. Segundo o portal do governo gaúcho, as crianças não conseguem aprender com aulas online e isso tem feito os pais retirarem os filhos da rede privada. A preocupação é que com isso ocorra uma superlotação na rede pública. Leia o posicionamento:

“Pela natureza do ensino nesta etapa da vida da criança, não é possível adotar o ensino remoto. Isso fez com que muitos pais e responsáveis tenham deixado de pagar as escolas privadas, que correm o risco de fechar. Caso isso ocorra, essas crianças terão de ser absorvidas pela rede estadual, que não terá capacidade de se adequar à demanda”.

Ensino infantil em Araranguá

Em Araranguá, no ano passado, cerca de 73% das crianças entre a pré-escola e o ensino infantil (0 a 5 anos) estudavam na rede municipal e apenas 27% na rede privada. Os dados foram retirados do Censo de Educação Básica de 2019.

Diante de um cenário em que, inicialmente apenas os estudantes do ensino médio retornem às salas de aulas, que tipo de impacto a rede municipal enfrentaria caso os alunos da rede privada migrassem para a rede pública? O Portal W3 entrevistou a secretária de Educação de Araranguá, Ariane Almeida, que fala sobre o tema.

Embora as diretrizes do Governo ainda não estejam definidas, o município já iniciou uma mobilização é o que explica Ariane. “Nós já estamos criando um comitê para criar os protocolos de retorno às aulas. Fazem parte dele diversos setores do município, como: Educação, Assistência Social e Saúde. Também haverá representantes da rede estadual e da rede privada”, salienta a diretora.

Ariane também esclarece que só a partir dos 4 anos de idade a educação básica é obrigatória e, que por enquanto, o aumento da procura por vagas na rede municipal durante a pandemia não é um problema. “Realmente tivemos bastante procura de crianças da rede privada, mas até o momento nós conseguimos matricular todas elas. Claro que não podemos garantir que uma superlotação não irá acontecer, porque não sabemos quanto tempo a pandemia irá durar. Mas garanto que todos os pais que nos procuraram tiveram seus filhos matriculados”, finaliza.

 

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