Artigo: Um lembrete aos leitores no Dia do Jornalista

Por Dyessica Abadi


Não é tarefa fácil administrar a infinidade de informações que chegam diariamente e os sentimentos que dominam qualquer ser humano. Uma situação afeta outra e isso acaba por refletir no nosso processo de escrita. Estamos em uma situação horizontal a qual exige muito da nossa saúde mental. Hoje, 07 de abril, é Dia do Jornalista — coincidência ou não, também é o Dia Mundial da Saúde. Em meio à pandemia mundial do Coronavírus, peço para ponderarmos algumas situações vividas diariamente no processo profissional jornalístico.

Informar seria mais fácil se, talvez, fossemos máquinas. As informação chegariam brutas, o fato não seria corrompido por visões e subjetividades dos sujeitos. Seríamos produtivos e entregaríamos a determinada quantidade de pautas exigidas para aquele dia. Contudo, neste mundo paralelo, perderíamos uma característica intrínseca apenas ao ser humano: a humanidade, a sensibilidade, a capacidade de ter consciência sobre a realidade. É preciso estar preparado mentalmente para manter a concentração e o desejo de continuar exercendo a nossa profissão em tempos tão difíceis.

Durante minha graduação em jornalismo, tive discussões infindáveis sobre a “busca da verdade”. Mas o que é verdade? A verdade é um ponto de vista de alguém. Por mais que seja obrigação profissional do jornalista tentar ser isento, isso não passa de apenas uma tentativa. Como dito anteriormente, talvez fosse mais fácil se fossemos máquinas. Mas não somos — desenvolver um olhar crítico sobre o mundo é perceber as subjetividades das pessoas e a vulnerabilidade das relações sociais. A sala de aula serviu como um reflexo do mundo e como lugar onde pude desenvolver um olhar crítico sobre a nossa realidade.

Na universidade, discutíamos sobre um provável “fim” do jornalismo: a internet chegou, os jornais impressos diminuíram, as pessoas começaram a acessar informações na palma da mão, sem precisar ir no mercadinho da esquina e gastar um real comprando jornal. Entretanto, como já diria o químico, Antoine Lavoisier: "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” — o jornalismo encontrou um novo fôlego na era digital e, agora, têm o compromisso de informar em meio à desinformação.

Mensagens em grupos de Whatsapp, comentários em redes sociais, vídeos no Youtube, sites de origem duvidosa. Esses são alguns dos locais que a população busca informações e disseminam, muitas vezes, notícias falsas, errôneas e deturpadas. A desinformação se disfarçou de “verdade absoluta”, jornalistas são desrespeitados e condenados por apenas exercer a sua profissão. As pessoas estão tão desesperadas por dias melhores, que passaram apenas a negar a própria realidade que vivemos. Enquanto isso, jornalistas seguem tendo sua credibilidade invalidada.

Neste 07 de Abril, não parabenize um jornalista, mas escute-o. O jornalista não é dono da verdade, o jornalista não é especialista em nada — a única obrigação que temos é com a sociedade. Nosso compromisso é informar, trazer dados, fatos, pontos de vistas diferentes, avaliar cenários e dar voz ao povo. Porém, também é nosso compromisso informar a população da maneira mais correta possível sobre recomendações de segurança, saúde, informativos dos Governos, entre outros. Em 2020, trabalhamos para que você, caro leitor, proteja a si mesmo e a sua família. Não vamos deixar a democracia padecer — esse é o nosso compromisso ético.

 

Por Dyessica Abadi

Não é tarefa fácil administrar a infinidade de informações que chegam diariamente e os sentimentos que dominam qualquer ser humano. Uma situação afeta outra e isso acaba por refletir no nosso processo de escrita. Estamos em uma situação horizontal a qual exige muito da nossa saúde mental. Hoje, 07 de abril, é Dia do Jornalista — coincidência ou não, também é o Dia Mundial da Saúde. Em meio à pandemia mundial do Coronavírus, peço para ponderarmos algumas situações vividas diariamente no processo profissional jornalístico.

Informar seria mais fácil se, talvez, fossemos máquinas. As informação chegariam brutas, o fato não seria corrompido por visões e subjetividades dos sujeitos. Seríamos produtivos e entregaríamos a determinada quantidade de pautas exigidas para aquele dia. Contudo, neste mundo paralelo, perderíamos uma característica intrínseca apenas ao ser humano: a humanidade, a sensibilidade, a capacidade de ter consciência sobre a realidade. É preciso estar preparado mentalmente para manter a concentração e o desejo de continuar exercendo a nossa profissão em tempos tão difíceis.

Durante minha graduação em jornalismo, tive discussões infindáveis sobre a “busca da verdade”. Mas o que é verdade? A verdade é um ponto de vista de alguém. Por mais que seja obrigação profissional do jornalista tentar ser isento, isso não passa de apenas uma tentativa. Como dito anteriormente, talvez fosse mais fácil se fossemos máquinas. Mas não somos — desenvolver um olhar crítico sobre o mundo é perceber as subjetividades das pessoas e a vulnerabilidade das relações sociais. A sala de aula serviu como um reflexo do mundo e como lugar onde pude desenvolver um olhar crítico sobre a nossa realidade.

Na universidade, discutíamos sobre um provável “fim” do jornalismo: a internet chegou, os jornais impressos diminuíram, as pessoas começaram a acessar informações na palma da mão, sem precisar ir no mercadinho da esquina e gastar um real comprando jornal. Entretanto, como já diria o químico, Antoine Lavoisier: “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” — o jornalismo encontrou um novo fôlego na era digital e, agora, têm o compromisso de informar em meio à desinformação.

Mensagens em grupos de Whatsapp, comentários em redes sociais, vídeos no Youtube, sites de origem duvidosa. Esses são alguns dos locais que a população busca informações e disseminam, muitas vezes, notícias falsas, errôneas e deturpadas. A desinformação se disfarçou de “verdade absoluta”, jornalistas são desrespeitados e condenados por apenas exercer a sua profissão. As pessoas estão tão desesperadas por dias melhores, que passaram apenas a negar a própria realidade que vivemos. Enquanto isso, jornalistas seguem tendo sua credibilidade invalidada.

Neste 07 de Abril, não parabenize um jornalista, mas escute-o. O jornalista não é dono da verdade, o jornalista não é especialista em nada — a única obrigação que temos é com a sociedade. Nosso compromisso é informar, trazer dados, fatos, pontos de vistas diferentes, avaliar cenários e dar voz ao povo. Porém, também é nosso compromisso informar a população da maneira mais correta possível sobre recomendações de segurança, saúde, informativos dos Governos, entre outros. Em 2020, trabalhamos para que você, caro leitor, proteja a si mesmo e a sua família. Não vamos deixar a democracia padecer — esse é o nosso compromisso ético.

 

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