“Araranguaenses com sobrenome Becker e Hahn têm algum nível de parentesco”, diz pesquisador

Valdemar Hahn Junior estuda a árvore genealógica da sua família e de tantos outros araranguaenses

Foto: Acervo Família Hahn

Por Dyessica Abadi

Compreender a nossa história e de onde vieram as nossas raízes é conhecer um pouco mais sobre nós mesmos. Aqui em Araranguá, o professor e pesquisador Valdemar Hahn Junior começou a tecer a árvore genealógica da sua família e a de tantos outros araranguaenses. Em breve, as descobertas serão publicadas no livro “Histórias de Família – Os Familiares e Descendentes de Albert Hahn”, que estará disponível para leitura de toda a comunidade e região.

Tudo começou com o incentivo de uma tia e a instigação de sempre ver tantas pessoas com o mesmo sobrenome pela cidade. “Minha tia Hilda sempre me propôs a buscar o histórico da família Hahn. Também sempre tive muito alunos com esse sobrenome, então eu busquei conhecer a árvore genealógica da minha família”, explica Valdemar.

Conversar com o pesquisador é uma verdadeira aula de história sobre o Vale do Araranguá, mesmo que a formação de Valdemar seja em Ciências Contábeis e Economia, com atuação no Magistério Público Estadual e na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). O trabalho de pesquisa será publicado pela universidade e cita o cotidiano, a vida religiosa e os costumes das famílias alemãs que colonizaram o Vale do Rio Araranguá.

A pesquisa resgatou informações até o ano de 1782, na Alemanha, onde foi possível encontrar todas as certidões de nascimento das Familias Hahn e Becker que imigraram para o Brasil, especificamente para Orleans e Araranguá. “Quando se fala em colonização alemã em Santa Catarina, se esquece de Araranguá — mesmo que tenha durado um período aproximado de 66 anos. A ideia é que esse material possa ser usado no ensino e disponibilizado à comunidade. É só pedir”, revela Valdemar.

História de Araranguá misturada com a história das famílias Hahn e Becker


“Todas as pessoas de Araranguá que têm sobrenome Hahn ou Becker tem algum nível de parentesco”, diz o pesquisador. Isso porque Araranguá tem muitos descendentes de um tronco principal de imigrantes, chamados Ferdinand Adolph Hahn, Herman Becker, Guilherme Hahn e Albert Hahn — esse último, inclusive, é bisavó de Valdemar. A pesquisa do historiador se fundamenta em cima de Albert, que era topógrafo e agrimensor.

[caption id="attachment_67089" align="aligncenter" width="333"] Foto de Hermann Becker datada de 1907. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

Os primeiros imigrantes alemães pertencentes às Famílias Hahn e Becker chegaram na região de Orleans em Santa Catarina em fevereiro de 1886. Sete anos depois, em 1893, as famílias de Herman, Albert e Guilherme transferiram-se para Araranguá, morando na região que hoje compreende a Volta do Silveira e Barra do Rio Jundiá.

“Herman era pedreiro e foi responsável pela construção da segunda igreja de Araranguá, iniciada no ano de 1896 e concluída no ano de 1902 e mais outras 14 igrejas na região sul de Santa Catarina e em Palhoça. Ele fez construções que hoje são centenárias”, conta Valdemar.

A Igreja de Barra do Rio Jundiá, em Araranguá, foi inaugurada em 24 de junho de 1934. Das 14 igrejas, há a informação de que a igreja do município de Palhoça encontra-se em funcionamento.

[caption id="attachment_67094" align="aligncenter" width="600"] Segunda Igreja de Araranguá no ano de 1902. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

O pesquisador também explica que, diferente de outras regiões, Araranguá não teve uma colonização contratada. “Haviam empresas que instruíam os imigrantes e delimitavam suas terras. Aqui não aconteceu isso. Nós tivemos uma colonização orgânica e as famílias foram se deslocando até que se instalaram ao redor dos rios Araranguá e Itoupava. Como eles não eram agricultores, tiveram maiores dificuldades para se estabelecer na região”, pontua o professor.

A colônia alemã de Araranguá estendia-se desde o local denominado de Sanga do Gabriel (situada onde está o edificado elevado que acompanha a ponte que corta o Rio Araranguá, no novo trajeto da BR-101) até a localidade de Itoupava, nas proximidades do Cemitério Católico, nas margens do rio, a partir da Barra do Rio Jundiá até as proximidades de Turvo Baixo.

Lá, residiam as famílias: Schuwalb, Schuwartz, Peplau, Kretzmer, Whendausen, Hahn, Nagel, Meister, Herr, Steckert, Pitsch, Hilzendeger, Luchtemberger, Gruztmacher, Schmeider, Nonemmacher, Treim, Blum, Krause, Conzensius, Wuezow, Bauer,Faber, Arnold, Behencke, Bindemann, Lothammer, entre outras.

Predisposição de Araranguá para a indústria e o comércio


Valdemar explica que a principal contribuição histórica das famílias Hahn e Becker é a predisposição de Araranguá para a indústria e o comércio. “Eles fabricavam implementos agrícolas, como arados, celas de cavalo, arreios, rodas de carroça, refrigerante, cerveja e até bala de goma, isso até o final da Segunda Guerra mundial. Todos os filhos de Guilherme e Auguste Sasse Hahn e os filhos de Albert Hahn e de Auguste Becker Hahn e de Hermann Becker e de Guilhermina Hahn Becker se tornaram industriários ou comerciantes”, revela.

[caption id="attachment_67090" align="aligncenter" width="510"] Fábrica de balas, bombons e caramelos Beija Flor de Paulo Hahn, onde hoje fica a loja Stylo Móveis. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

Curiosidades


O pesquisador ainda destacou algumas curiosidades históricas sobre Araranguá, como, por exemplo, que a rua Dr. Virgulino Queiroz era conhecida como “Rua dos Alemães”. “Ali moravam os Hahn, os Peplau Nonemnacher, os Nagel, os Grutzmacher, os Schuwalb, os Schwartz, entre outras famílias”, explica.

[caption id="attachment_67091" align="aligncenter" width="600"] Festa de 80 anos de Wilhelm Hahn. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

Além disso, Valdemar destaca os caminhos centenários que ainda existem em Araranguá e cita como exemplo a rua Coronel Apolinário Pereira, que se estende desde a estação rodoviária, margeando o rio até a localidade de Gerivá – Volta Curta e que leva até o Morro dos Conventos, passando pela Árvore do Manhoso.

“Há mais de cem anos este caminho era o utilizado para se alcançar Ilhas e de lá se dirigir para Laguna com os vapores, visto que a última vez em que o Vapor Meta pode navegar no Rio Araranguá, foi no ano de 1908”, conta o pesquisador.

Dentre os imigrantes de origem alemã, Guilherme Hahn, ou Wilhelm Hahn, assumiu por duas vezes o cargo de Presidente do Conselho Municipal, o que corresponde nos dias atuais ao de presidente da Câmara de Vereadores. Já Albert Hahn trabalhou como funcionário público municipal e estadual, como fiscal de estradas e responsável pela abertura de ruas na “Villa de Araranguá” e estradas no Vale do Araranguá.

[caption id="attachment_67092" align="aligncenter" width="600"] Casa de Wilhelm Hahn em Barra do Rio Jundiá. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

Os irmãos Albert e Guilherme, juntamente com o senhor Marcos Rovaris, foram os responsáveis pela a implantação da Colônia Italiana de Turvo. Albert foi um dos fundadores do hospital de Turvo e também atuou como agrimensor responsável pelas medições e demarcações de terras e ruas do município.

Rastros das Guerras Mundiais no Vale


Tanto a 1ª quanto a 2ª Guerra Mundial impactaram também na região do Vale do Araranguá. Os imigrantes e irmãos Karl Gustav Blum e Wilhelm Blum serviram e atuaram durante a I Guerra Mundial, pelo Exército do Império Alemão na África. Já Heinz Curt Bindemann, filho dos imigrantes Otto e Lydia Bindemann, serviu na Força Área Alemã durante a II Guerra Mundial. Ao final do conflito voltou a residir no Brasil, na região de Nova Iguaçu.

Entre as imagens divulgadas pelo pesquisador, uma em especifico chama a atenção de qualquer observador. Uma fotografia serve como registro histórico de adeptos ou simpatizante ao nazismo na região do Vale na época da II Guerra Mundial. "No período de 1942 à 1945 houve a perseguição às famílias alemãs na região. Numa dessas ocasiões, ocorreu a queima da escola e biblioteca da colônia, que tinha acervo aproximado de 2.000 livros, revistas e jornais alemães", conta Valdemar.

[caption id="attachment_67106" align="aligncenter" width="600"] Dia da festa na colônia alemã de Barra do Rio Jundiá em Araranguá; Detalhe da suástica nazista na bandeira da Alemanha ao lado da bandeira do Brasil. Foto: Acervo Família Hahn[/caption]

Você também pode contribuir com o resgate histórico de Araranguá


A pesquisa do professor Valdemar Hahn Junior está longe de ser concluída. Ele ainda busca arquivos históricos como diários, documentos e fotografias das famílias araranguaenses para poder descobrir mais sobre a história do município. Caso você tenha em casa algum tipo de documento histórico, pode ajudar a contar mais ainda a história da cidade. “Estamos ainda em busca de mais informações”, finaliza Valdemar.

Para entrar em contato, liguei para (48) 9 9628 6818, ou envie um e-mail para valdemarh@sed.sc.gov.br

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Foto: Acervo Família Hahn

Por Dyessica Abadi

Compreender a nossa história e de onde vieram as nossas raízes é conhecer um pouco mais sobre nós mesmos. Aqui em Araranguá, o professor e pesquisador Valdemar Hahn Junior começou a tecer a árvore genealógica da sua família e a de tantos outros araranguaenses. Em breve, as descobertas serão publicadas no livro “Histórias de Família – Os Familiares e Descendentes de Albert Hahn”, que estará disponível para leitura de toda a comunidade e região.

Tudo começou com o incentivo de uma tia e a instigação de sempre ver tantas pessoas com o mesmo sobrenome pela cidade. “Minha tia Hilda sempre me propôs a buscar o histórico da família Hahn. Também sempre tive muito alunos com esse sobrenome, então eu busquei conhecer a árvore genealógica da minha família”, explica Valdemar.

Conversar com o pesquisador é uma verdadeira aula de história sobre o Vale do Araranguá, mesmo que a formação de Valdemar seja em Ciências Contábeis e Economia, com atuação no Magistério Público Estadual e na Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). O trabalho de pesquisa será publicado pela universidade e cita o cotidiano, a vida religiosa e os costumes das famílias alemãs que colonizaram o Vale do Rio Araranguá.

A pesquisa resgatou informações até o ano de 1782, na Alemanha, onde foi possível encontrar todas as certidões de nascimento das Familias Hahn e Becker que imigraram para o Brasil, especificamente para Orleans e Araranguá. “Quando se fala em colonização alemã em Santa Catarina, se esquece de Araranguá — mesmo que tenha durado um período aproximado de 66 anos. A ideia é que esse material possa ser usado no ensino e disponibilizado à comunidade. É só pedir”, revela Valdemar.

História de Araranguá misturada com a história das famílias Hahn e Becker

“Todas as pessoas de Araranguá que têm sobrenome Hahn ou Becker tem algum nível de parentesco”, diz o pesquisador. Isso porque Araranguá tem muitos descendentes de um tronco principal de imigrantes, chamados Ferdinand Adolph Hahn, Herman Becker, Guilherme Hahn e Albert Hahn — esse último, inclusive, é bisavó de Valdemar. A pesquisa do historiador se fundamenta em cima de Albert, que era topógrafo e agrimensor.

Foto de Hermann Becker datada de 1907. Foto: Acervo Família Hahn

Os primeiros imigrantes alemães pertencentes às Famílias Hahn e Becker chegaram na região de Orleans em Santa Catarina em fevereiro de 1886. Sete anos depois, em 1893, as famílias de Herman, Albert e Guilherme transferiram-se para Araranguá, morando na região que hoje compreende a Volta do Silveira e Barra do Rio Jundiá.

“Herman era pedreiro e foi responsável pela construção da segunda igreja de Araranguá, iniciada no ano de 1896 e concluída no ano de 1902 e mais outras 14 igrejas na região sul de Santa Catarina e em Palhoça. Ele fez construções que hoje são centenárias”, conta Valdemar.

A Igreja de Barra do Rio Jundiá, em Araranguá, foi inaugurada em 24 de junho de 1934. Das 14 igrejas, há a informação de que a igreja do município de Palhoça encontra-se em funcionamento.

Segunda Igreja de Araranguá no ano de 1902. Foto: Acervo Família Hahn

O pesquisador também explica que, diferente de outras regiões, Araranguá não teve uma colonização contratada. “Haviam empresas que instruíam os imigrantes e delimitavam suas terras. Aqui não aconteceu isso. Nós tivemos uma colonização orgânica e as famílias foram se deslocando até que se instalaram ao redor dos rios Araranguá e Itoupava. Como eles não eram agricultores, tiveram maiores dificuldades para se estabelecer na região”, pontua o professor.

A colônia alemã de Araranguá estendia-se desde o local denominado de Sanga do Gabriel (situada onde está o edificado elevado que acompanha a ponte que corta o Rio Araranguá, no novo trajeto da BR-101) até a localidade de Itoupava, nas proximidades do Cemitério Católico, nas margens do rio, a partir da Barra do Rio Jundiá até as proximidades de Turvo Baixo.

Lá, residiam as famílias: Schuwalb, Schuwartz, Peplau, Kretzmer, Whendausen, Hahn, Nagel, Meister, Herr, Steckert, Pitsch, Hilzendeger, Luchtemberger, Gruztmacher, Schmeider, Nonemmacher, Treim, Blum, Krause, Conzensius, Wuezow, Bauer,Faber, Arnold, Behencke, Bindemann, Lothammer, entre outras.

Predisposição de Araranguá para a indústria e o comércio

Valdemar explica que a principal contribuição histórica das famílias Hahn e Becker é a predisposição de Araranguá para a indústria e o comércio. “Eles fabricavam implementos agrícolas, como arados, celas de cavalo, arreios, rodas de carroça, refrigerante, cerveja e até bala de goma, isso até o final da Segunda Guerra mundial. Todos os filhos de Guilherme e Auguste Sasse Hahn e os filhos de Albert Hahn e de Auguste Becker Hahn e de Hermann Becker e de Guilhermina Hahn Becker se tornaram industriários ou comerciantes”, revela.

Fábrica de balas, bombons e caramelos Beija Flor de Paulo Hahn, onde hoje fica a loja Stylo Móveis. Foto: Acervo Família Hahn

Curiosidades

O pesquisador ainda destacou algumas curiosidades históricas sobre Araranguá, como, por exemplo, que a rua Dr. Virgulino Queiroz era conhecida como “Rua dos Alemães”. “Ali moravam os Hahn, os Peplau Nonemnacher, os Nagel, os Grutzmacher, os Schuwalb, os Schwartz, entre outras famílias”, explica.

Festa de 80 anos de Wilhelm Hahn. Foto: Acervo Família Hahn

Além disso, Valdemar destaca os caminhos centenários que ainda existem em Araranguá e cita como exemplo a rua Coronel Apolinário Pereira, que se estende desde a estação rodoviária, margeando o rio até a localidade de Gerivá – Volta Curta e que leva até o Morro dos Conventos, passando pela Árvore do Manhoso.

“Há mais de cem anos este caminho era o utilizado para se alcançar Ilhas e de lá se dirigir para Laguna com os vapores, visto que a última vez em que o Vapor Meta pode navegar no Rio Araranguá, foi no ano de 1908”, conta o pesquisador.

Dentre os imigrantes de origem alemã, Guilherme Hahn, ou Wilhelm Hahn, assumiu por duas vezes o cargo de Presidente do Conselho Municipal, o que corresponde nos dias atuais ao de presidente da Câmara de Vereadores. Já Albert Hahn trabalhou como funcionário público municipal e estadual, como fiscal de estradas e responsável pela abertura de ruas na “Villa de Araranguá” e estradas no Vale do Araranguá.

Casa de Wilhelm Hahn em Barra do Rio Jundiá. Foto: Acervo Família Hahn

Os irmãos Albert e Guilherme, juntamente com o senhor Marcos Rovaris, foram os responsáveis pela a implantação da Colônia Italiana de Turvo. Albert foi um dos fundadores do hospital de Turvo e também atuou como agrimensor responsável pelas medições e demarcações de terras e ruas do município.

Rastros das Guerras Mundiais no Vale

Tanto a 1ª quanto a 2ª Guerra Mundial impactaram também na região do Vale do Araranguá. Os imigrantes e irmãos Karl Gustav Blum e Wilhelm Blum serviram e atuaram durante a I Guerra Mundial, pelo Exército do Império Alemão na África. Já Heinz Curt Bindemann, filho dos imigrantes Otto e Lydia Bindemann, serviu na Força Área Alemã durante a II Guerra Mundial. Ao final do conflito voltou a residir no Brasil, na região de Nova Iguaçu.

Entre as imagens divulgadas pelo pesquisador, uma em especifico chama a atenção de qualquer observador. Uma fotografia serve como registro histórico de adeptos ou simpatizante ao nazismo na região do Vale na época da II Guerra Mundial. “No período de 1942 à 1945 houve a perseguição às famílias alemãs na região. Numa dessas ocasiões, ocorreu a queima da escola e biblioteca da colônia, que tinha acervo aproximado de 2.000 livros, revistas e jornais alemães”, conta Valdemar.

Dia da festa na colônia alemã de Barra do Rio Jundiá em Araranguá; Detalhe da suástica nazista na bandeira da Alemanha ao lado da bandeira do Brasil. Foto: Acervo Família Hahn

Você também pode contribuir com o resgate histórico de Araranguá

A pesquisa do professor Valdemar Hahn Junior está longe de ser concluída. Ele ainda busca arquivos históricos como diários, documentos e fotografias das famílias araranguaenses para poder descobrir mais sobre a história do município. Caso você tenha em casa algum tipo de documento histórico, pode ajudar a contar mais ainda a história da cidade. “Estamos ainda em busca de mais informações”, finaliza Valdemar.

Para entrar em contato, liguei para (48) 9 9628 6818, ou envie um e-mail para valdemarh@sed.sc.gov.br

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