Abandono de animais aumenta 80% em Araranguá durante pandemia

FAMA pede ajuda à população para ceder lares temporários a animais que serão castrados no final deste mês

Por Dyessica Abadi

Em tempos difíceis, a negligência e a crueldade contra os animais voltaram a ser práticas recorrentes. Desde o início da pandemia da Covid-19, Araranguá registou um aumento de 80% no número de animais abandonados. O levantamento é da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (FAMA), que resgatou cerca de 230 filhotes e adultos entre os meses de março e maio deste ano.

A principal justificativa dada pelos donos é que não estariam conseguindo alimentar o animal e/ou mantê-lo dentro do pátio. A responsável pelo setor de Bem-Estar Animal da FAMA, Flávia Cândido, salienta que são diversos os argumentos levantados por aqueles que praticam maus-tratos e abandono de animais de estimação. "As pessoas alegam a falta de alimento para o animal, mas ninguém chega a pedir ajuda, dizer que precisa de alimento para o bicho, porque os voluntários estão ai para ajudar", salienta. Além disso, a fiscal também afirma que houve testemunho de pessoas que abandonaram animais que estavam com a família há mais de cinco anos.
Todos aqui estão mobilizados para ajudar, mas ninguém pede ajuda, simplesmente abandonam o animal, em lugares até ermos, onde os animais não tem como comer e sobreviver ali". Flávia Cândido, fiscal da FAMA.

O abandono de animais é crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, passível de detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 500 a R$ 3 mil por cada animal. Caso haja óbito, a pena é aumentada consideravelmente.

FAMA pede ajuda à população durante ação de castração de animais em Araranguá


Com o objetivo de conter a prática do abandono e maus tratos aos animais, ambulatório móvel "Castrabus" voltará a realizar atendimentos às comunidades em 30 de maio. "O município fez mutirão de castração por três anos e agora está retomando a atividade no final deste mês para evitar o abandono das ninhadas, pelo menos", informa Flávia Cândido.

Contudo, a organização frisa que é necessária a ajuda da população neste momento: "Nós precisamos muito de lares temporários, que as pessoas se compadeçam de ficar com aquela fêmea, ou aquele macho, durante apenas cinco dias . Depois de recuperado, o animal volta para a rua castrado", explica a fiscal da FAMA. De acordo com ela, todos os animais também serão microchipados.
Tendo um local para que ele possa ficar esses cinco dias preso em recuperação: um canto da casa, uma garagem, qualquer lugar já serve. As castrações estão acontecendo, mas não tem público para nos ajudar. São sempre as mesmas pessoas". Flávia Cândido, fiscal da FAMA.

Neste dia, serão realizadas 60 castrações gratuitas. Para participar, é necessário que a família dona do animal comprove baixa renda e/ou faça parte de algum programa de auxílio do Governo Federal. Os agendamentos deverão ser feitos através da Associação Amigos do Chico, parceira da FAMA na ação. Para mais informações, entre em contato com a organização através da página no Facebook: https://www.facebook.com/AssociacaoAmigosDoChico/.

Por Dyessica Abadi

Em tempos difíceis, a negligência e a crueldade contra os animais voltaram a ser práticas recorrentes. Desde o início da pandemia da Covid-19, Araranguá registou um aumento de 80% no número de animais abandonados. O levantamento é da Fundação Ambiental do Município de Araranguá (FAMA), que resgatou cerca de 230 filhotes e adultos entre os meses de março e maio deste ano.

A principal justificativa dada pelos donos é que não estariam conseguindo alimentar o animal e/ou mantê-lo dentro do pátio. A responsável pelo setor de Bem-Estar Animal da FAMA, Flávia Cândido, salienta que são diversos os argumentos levantados por aqueles que praticam maus-tratos e abandono de animais de estimação. “As pessoas alegam a falta de alimento para o animal, mas ninguém chega a pedir ajuda, dizer que precisa de alimento para o bicho, porque os voluntários estão ai para ajudar”, salienta. Além disso, a fiscal também afirma que houve testemunho de pessoas que abandonaram animais que estavam com a família há mais de cinco anos.

Todos aqui estão mobilizados para ajudar, mas ninguém pede ajuda, simplesmente abandonam o animal, em lugares até ermos, onde os animais não tem como comer e sobreviver ali”. Flávia Cândido, fiscal da FAMA.

O abandono de animais é crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98, passível de detenção de seis meses a um ano e multa de R$ 500 a R$ 3 mil por cada animal. Caso haja óbito, a pena é aumentada consideravelmente.

FAMA pede ajuda à população durante ação de castração de animais em Araranguá

Com o objetivo de conter a prática do abandono e maus tratos aos animais, ambulatório móvel “Castrabus” voltará a realizar atendimentos às comunidades em 30 de maio. “O município fez mutirão de castração por três anos e agora está retomando a atividade no final deste mês para evitar o abandono das ninhadas, pelo menos”, informa Flávia Cândido.

Contudo, a organização frisa que é necessária a ajuda da população neste momento: “Nós precisamos muito de lares temporários, que as pessoas se compadeçam de ficar com aquela fêmea, ou aquele macho, durante apenas cinco dias . Depois de recuperado, o animal volta para a rua castrado”, explica a fiscal da FAMA. De acordo com ela, todos os animais também serão microchipados.

Tendo um local para que ele possa ficar esses cinco dias preso em recuperação: um canto da casa, uma garagem, qualquer lugar já serve. As castrações estão acontecendo, mas não tem público para nos ajudar. São sempre as mesmas pessoas”. Flávia Cândido, fiscal da FAMA.

Neste dia, serão realizadas 60 castrações gratuitas. Para participar, é necessário que a família dona do animal comprove baixa renda e/ou faça parte de algum programa de auxílio do Governo Federal. Os agendamentos deverão ser feitos através da Associação Amigos do Chico, parceira da FAMA na ação. Para mais informações, entre em contato com a organização através da página no Facebook: https://www.facebook.com/AssociacaoAmigosDoChico/.

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