“70% da população positiva de Araranguá tem menos de 49 anos. Só 15,6% têm acima de 60 anos. Estes é que estão morrendo”, diz secretária de Saúde

Prefeito vai pedir intensificação da fiscalização em espaços públicos para polícias em reunião desta manhã, 24

Depois da terceira morte por Covid-19 registrada ontem, 23, em Araranguá (https://portalw3.com.br/ararangua-registra-terceira-morte-por-covid-19-a-oitava-da-amesc/), o Comitê de Enfrentamento da doença volta a discutir medidas restritivas mais drásticas numa reunião que acontece nesta manhã de quarta, 24, que contará com a participação de representantes da Polícia Militar e Polícia Civil.

Em conversa com o Portal W3, o prefeito, Mariano Mazzuco, adiantou que duas ações serão planejadas neste momento: intensificar campanhas de conscientização da população, e solicitar à polícia que também intensifique as fiscalizações nos locais públicos e privados que geram aglomeração como pontos turísticos, bares e restaurantes. “Nesta semana não devemos criar novos decretos, apenas analisar os dados e solicitar que a PM e a Polícia Civil aumentem a fiscalização. Também vamos apelar para a população tomar os cuidados necessários para evitar a transmissão do vírus. A responsabilidade é de todos nós”, disse.

Questionado sobre as medidas drásticas adotadas por outros municípios catarinenses como a capital, Florianópolis, Mazzuco, disse que ainda é cedo para adotar o mesmo padrão em Araranguá. “Talvez mais para frente podemos adotar a questão das multas para quem não usar máscaras, mas em valores mais acessíveis. Creio que a população de Araranguá vai entender e não precisaremos chegar a este ponto”.

 

“Vou aconselhar o prefeito para voltar com as restrições.


Não temos que permitir que as


pessoas espalhem este vírus”, assegura a secretária de Saúde, Evelyn Elias



 

Em entrevista na amanhã desta quarta, 24, para a Rádio Araranguá, a secretária de saúde, Evelyn Elias, alerta que a flexibilização das medidas provocou o aumento dos casos  no município. Apresentando números da evolução da doença ela disse ao radialista, Saulo Machado, que na reunião de hoje vai pedir que novos decretos sejam publicados com medidas mais drásticas. “Vou aconselhar o prefeito para voltar as restrições. Não temos que permitir que as pessoas espalhem este vírus”.

Ela ainda disse que pelos dados locais os pacientes em grupo de risco estão se cuidando em isolamento, mas aqueles que não fazem parte destes grupos não estão tomando os cuidados mínimos. “70% da população positiva de Araranguá tem menos de 49 anos. Só 15,6% têm acima de 60 anos. Estes é que estão morrendo. Quem está saindo nas ruas, indo para os bares, supermercados, postos de gasolina beber está transmitindo. Isto está muito claro nos nossos boletins”, apelou a secretaria.

Caso não haja mudança no comportamento da população, Evelyn acredita que os números de positivos para o novo vírus, e mortes aumentarão nos próximos dias. “Mais uma vez na nossa avaliação que são dados oficiais, mostram que as pessoas têm que ter respeito pelos cuidados mínimos, distanciamento, uso de máscaras e higiene. É muito pouco o que está se exigindo, não é difícil de fazer. Se a nossa curva continuar assim, vamos ter muitas mortes em breve”.

 

Foto: Arquivo/Portal W3

Depois da terceira morte por Covid-19 registrada ontem, 23, em Araranguá (https://portalw3.com.br/ararangua-registra-terceira-morte-por-covid-19-a-oitava-da-amesc/), o Comitê de Enfrentamento da doença volta a discutir medidas restritivas mais drásticas numa reunião que acontece nesta manhã de quarta, 24, que contará com a participação de representantes da Polícia Militar e Polícia Civil.

Em conversa com o Portal W3, o prefeito, Mariano Mazzuco, adiantou que duas ações serão planejadas neste momento: intensificar campanhas de conscientização da população, e solicitar à polícia que também intensifique as fiscalizações nos locais públicos e privados que geram aglomeração como pontos turísticos, bares e restaurantes. “Nesta semana não devemos criar novos decretos, apenas analisar os dados e solicitar que a PM e a Polícia Civil aumentem a fiscalização. Também vamos apelar para a população tomar os cuidados necessários para evitar a transmissão do vírus. A responsabilidade é de todos nós”, disse.

Questionado sobre as medidas drásticas adotadas por outros municípios catarinenses como a capital, Florianópolis, Mazzuco, disse que ainda é cedo para adotar o mesmo padrão em Araranguá. “Talvez mais para frente podemos adotar a questão das multas para quem não usar máscaras, mas em valores mais acessíveis. Creio que a população de Araranguá vai entender e não precisaremos chegar a este ponto”.

 

“Vou aconselhar o prefeito para voltar com as restrições.

Não temos que permitir que as

pessoas espalhem este vírus”, assegura a secretária de Saúde, Evelyn Elias

 

Em entrevista na amanhã desta quarta, 24, para a Rádio Araranguá, a secretária de saúde, Evelyn Elias, alerta que a flexibilização das medidas provocou o aumento dos casos  no município. Apresentando números da evolução da doença ela disse ao radialista, Saulo Machado, que na reunião de hoje vai pedir que novos decretos sejam publicados com medidas mais drásticas. “Vou aconselhar o prefeito para voltar as restrições. Não temos que permitir que as pessoas espalhem este vírus”.

Ela ainda disse que pelos dados locais os pacientes em grupo de risco estão se cuidando em isolamento, mas aqueles que não fazem parte destes grupos não estão tomando os cuidados mínimos. “70% da população positiva de Araranguá tem menos de 49 anos. Só 15,6% têm acima de 60 anos. Estes é que estão morrendo. Quem está saindo nas ruas, indo para os bares, supermercados, postos de gasolina beber está transmitindo. Isto está muito claro nos nossos boletins”, apelou a secretaria.

Caso não haja mudança no comportamento da população, Evelyn acredita que os números de positivos para o novo vírus, e mortes aumentarão nos próximos dias. “Mais uma vez na nossa avaliação que são dados oficiais, mostram que as pessoas têm que ter respeito pelos cuidados mínimos, distanciamento, uso de máscaras e higiene. É muito pouco o que está se exigindo, não é difícil de fazer. Se a nossa curva continuar assim, vamos ter muitas mortes em breve”.

 

Foto: Arquivo/Portal W3

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